domingo, julho 05, 2009
Postado por Fábio Andrade às 9:57 AM
Those Lovely Seaside Girls
É esse o nome do ep que traz "Chorus" e "Rain or Shine", as duas mais novas canções do Driving Music. Passei os últimos meses (mesmo com alguns longos intervalos) trabalhando pesado nas duas filhotas, e agora elas estão aí, pelo mundo, esperando que você as escute. Você pode fazer o download direto do novo site do Driving Music, ou escutá-las primeiro (para ver se vale a pena) no MySpace. Passe para quem você acredite que possa se interessar, e não deixe de depositar seus dois tostões de prosa nos comentários
* * *
Hoje parto para Nova York para mais um mês de férias roqueiras. Como estarei devidamente conectável por lá, enviarei atualizações rápidas ou por aqui, ou pelo Twitter. Até Agosto!
terça-feira, maio 19, 2009
quarta-feira, abril 29, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
Postado por Fábio Andrade às 2:23 AM
Outro
terça-feira, abril 14, 2009
Postado por Fábio Andrade às 3:08 PM
Driving Music no Rio
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Postado por Fábio Andrade às 8:39 AM
Mostra de Cinema de Tiradentes
Passarei a próxima semana cobrindo a Mostra de Cinema de Tiradentes para a Cinética. A demanda da cobertura provalvemente me afastará desse blog até o final do mês, reservando-me às palavras diárias sobre a Mostra lá na Cinética. Tentei deixá-los com um post especialíssimo, mas é claro que tudo deu errado na última hora. Fica pra volta.
Mas especial, especial mesmo, é que, além de ofercer a chance de ver filmes de vários amigos, a Mostra de Tiradentes marca a primeira exibição mundial de No Meu Lugar - primeiro longa do amigo Eduardo Valente, que traz em sua trilha-sonora duas canções do Driving Music. O filme sai de Tiradentes direto para Cannes, e tem estreia no circuito brasileiro prevista para Abril. A sessão de No Meu Lugar em Tiradentes rola no Cine-Tenda, dia 30/01, às 22h e, como em toda a Mostra, a entrada é gratuita.
sexta-feira, outubro 24, 2008
Postado por Fábio Andrade às 3:06 AM
Chorus #1 – I’m Not There
Há algum tempo já vinha ensaiando gravar algumas canções novas que fiz para o Driving Music. A idéia, porém, não era gravar cinco delas de uma só vez – como foi com a primeira demo – mas ir canção por canção, liberando-as ao mar no andamento natural da produção. Cheguei a sequenciar a bateria inteira de uma das novas canções há uns meses atrás (tirando as inúmeras que vou deixando de lado, tenho umas outras cinco – prontas ou em processo – que quero gravar logo, antes que desista delas também), e aí foi uma enxurrada de contratempos: viagem, placa de som em greve, trabalho, Festival do Rio, etc. Hoje ia rever Era Uma Vez em Tóquio na Caixa Cultural, mas um torcicolo que começou a descer pra escápula (meu calcanhar se eu fosse Aquiles) me aconselhou evitar as cadeiras daquela sala, para estar inteiro para um dia seguinte de 3 horas de Imamura, seguido pelo aguardadíssimo show do National. Aproveitei o tempo de molho pra abrir o computador, limpar a placa de som (maresia não gosta de rock - tanto quanto eu gosto de parênteses) pra ver se ela funcionava de novo (funcionou!), e recomeçar os trabalhos. A idéia desse post, portanto, é começar um acompanhamento – que a pricípio pretendo seguir, mas que está sempre à maré do interesse – desse processo de gravação, já que até hoje recebo emails perguntando como fiz pra gravar a demo toda em casa, sozinho, sem grana, etc.
A nova canção se chama “Chorus”, e já estava rascunhada quando gravei as primeiras cinco do Driving Music. Desde que comecei a escrevê-la, animei-me com a possibilidade de caminho musical que ela me acenava: é uma canção bem curta (dois minutos e meio, segundo a timeline do Sonar), de andamento mais fluido, cantada do início ao fim – como as canções pop sem solos da década de 1950 – e com uma melodia ensolaradíssima. Nasceu do meio de coisas que eu estava escutando na época – Lemonheads, Teenage Fanclub, Pernice Brothers, Limbeck – e aos poucos foi se transformando, ganhando traços mais definidos conforme perdia as roupas pelo caminho. Uma das poucas adições, e das mais distintivas, foi um riff que se repete a todo tempo, virando uma espécie de leitmotif dentro da canção. É uma linha melódica de cinco notas enfileiradas feito bobas, que pela construção fazem lembrar as melodias Coney Island do Tom Waits, mas que eu quero gravar à Springsteen, dobrando essa linha com guitarras, teclados e glockenspiel. Pode ser que não funcione, mas estou ansioso pra testar. De resto, quanto maior a discrição, melhor: baixo e bateria retos – muito mais diretos se comparados aos das canções anteriores - e guitarras tweedy quase limpas deitadas em camas de violões e hammond. Estou tentado a gravar uma guitarra com slide também, embora eu saiba que não domino muito bem a geringonça. Também planejo harmonizar minhas várias vozes, na esperança de pegar um pouco dessa atmosfera 50’s original à canção.
Então hoje foi dia de reabrir o projeto da bateria no Reason, tirar alguns excessos, acertar um acento de dinâmica que me ocorreu nos meses em pausa, e exportar a coisa toda pro Sonar. Acho interessante que a canção tenha sido escrita com uma vontade meio “Into Your Arms”, mas que agora ela vai sendo remoldada pela minha recente obsessão pelos discos do Ron Sexsmith – que, hoje, me parece ser o paralelo mais apropriado a se fazer com a “Chorus” que ainda ouço na minha cabeça (embora alguém vá comparar com Millencolin no final). Não no território das baladas, quem me dera, mas de canções como “Keep It In Mind”, “Disappearing Act” ou “A Clown In Broad Daylight”. Existe um parentesco estrutural entre essas canções mais rock’n’roll do Ron Sexsmith e “Chorus”, talvez pela busca da contenção nos arranjos; pela preocupação maior de inflá-los de invisibilidade. Porém, à distância, meu registro vocal é bem mais alto e áspero, passando longe do gogó à Roy Orbison do Sexsmith. Talvez ela pudesse ser uma canção que ele tenha gravado aos doze anos de idade – o que, para mim, parece bom o suficiente.
Mas a identificação com os discos de Sexsmith que já começa a nortear o trabalho com a canção é justamente pela limpeza de todo excesso, e isso já começou nesse primeiro dia. Na primeira demo eu queria muito que a bateria programada não fosse uma limitação, e que eu pudesse trabalhá-la como faria com uma bateria gravada ao vivo. Hoje, já me sinto mais à vontade para retornar às canções, simplesmente, podendo trabalhar os elementos que tenho à disposição sem tanta dedicação virtuosística ou técnica (dois papéis que eu nunca soube representar), jogando ao fundo o que ao fundo pertence (hoje, as baterias daquelas primeiras gravações me soam irritantemente altas), tentando compreender melhor o tamanho de cada coisa. É uma ambição nada nova de depuração, que carrego comigo desde o Hollywood (já que o Fireworks é o resultado do encantamento com as possibilidades de se estar à vontade em um estúdio, em uma ilusão de que o processo andava ao seu tempo enquanto, na verdade, se esticava para além de suas bordas) e que hoje acredito compreender melhor. É um processo - inviável como realização, mas necessário para mim enquanto meta - de me retirar de uma canção que, como todas as outras, só ao mundo pertence. E se, ao final, o ouvinte não conseguir me encontrar dentro dela, tanto melhor.
* * *
Aos leitores que não têm interesse algum em minhas canções, mas nutrem um fetiche pelas minhas sandices e cotações no imdb, fiquem tranquilos: este blog seguirá funcionando normalmente, com apenas algumas intervenções deste eu que acha que cria melhor quando não cria em silêncio.
terça-feira, setembro 16, 2008
Postado por Fábio Andrade às 1:31 AM
Driving Music
Setembro começa com o Driving Music bombando em páginas virtuais: além de uma ótima resenha no blog norte-americano Sound As Language, o Driving Music é banda do mês na PunkNet. O especial traz uma resenha e três entrevistas comigo: um faixa-a-faixa da demo; uma lista dos 10 discos que mais me influenciaram; e uma conversa geral sobre ser uma banda. Diverti-me bastante com o processo, então espero que o resultado seja, também, minimamente interessante para quem lê. Aproveitem!
segunda-feira, junho 30, 2008
Postado por Fábio Andrade às 2:33 AM
Start spreading the news
A próxima quinta-feira marcará não só o início de um mês longe de todas as atividades que convencionei chamar de vida, mas também o mergulho na vontade de torrar todo o dinheiro guardado nesse último ano, rachando Julho entre Nova York e Los Angeles. Será meu primeiro ano com dois verões desde 1997, e a primeira viagem dedicada quase que exclusivamente ao rock. Estarei muito provavelmente afastado do blog durante todo o mês (a não ser que parar pra postar qualquer coisa pareça, por algum motivo, mais interessante do que desbravar mais um canto em uma cidade onde estarei ridiculamente feliz por estar), com visitas ocasionais à caixa de emails quando a abstinência se tornar insuportável. Prometo não trazer nenhum cd, um ou outro dvd que pareça realmente inalcançável por qualquer outro meio, e alguns cartões de memórias lotados de fotos que – um dia, quem sabe – podem parar em um Flicker da vida (para, pouco depois, virarem propaganda de um curso de música no interior de São Paulo).
Usem o espaço de comentários para recomendações de lugares que devo visitar, amigos de amigos que mereçam uma ligação, marcas de cerveja que eu não posso deixar de experimentar, ou qualquer outra coisa que confirme minha viagem de férias como um convite ainda mais sedutor, e que a volta sirva apenas para catar a Clarissa pelo braço, depois de vender meu corpo na loteria do Green Card.
Encontros roqueiros já agendados:
· Feist – top de 2007 com The Reminder, vice-musa da casa, e ausência sentida desde o perdidão no Tim Festival.
· Lucero – top de 2006, meia dúzia de belos discos e dois shows à $15, no meio da semana. Vou acabar vendo os dois.
· The Hold Steady – medalha de prata em 2006, com um belo disco novo já espalhado na rede. Não é tão bom quanto o álbum anterior, mas a soma dos hits de ambos rende, certamente, os melhores setlists possíveis na carreira da banda até hoje.
· Smoking Popes – quarteto de Chicago que parece capturar o Morrissey no momento em que seu desejo por se tornar um cantor de country se tornou incontornável, só que com uma banda punk de apoio. Lançaram dois discos lindos antes de acabarem (Born To Quit e Destination Failure), e, após uma tour de reunião, estão lançando um terceiro.
· Stone Temple Pilots – se o Scott Weiland de fato aparecer, tem tudo pra ser histórico.
· Jimmy Eat World – uma das poucas bandas da adolescência capaz de ainda sustentar meu interesse. Chase This Light, o último disco, não é nenhum Bleed American, mas é bem mais legal que Futures, o anterior. O show deve ser uma overdose de hits. Diversão garantida.
· Spoon – somando as favoritas de todos os discos, eles podem fazer um puta show. Se forem no sentido contrário, pode ser um saco. Reza a lenda que a banda não é boa ao vivo, mas eu vou me divertir mesmo se for muito ruim.
· Hot Water Music – vai ser ainda mais fera por proporcionar um encontro com vários amigos da west coast, em Philadelphia. Prometo não medir esforços pra tirar um foto ao lado da estátua do Rocky.
· Breeders – não fui vê-los no primeiro Curitiba Pop Festival porque, na época, Curitiba me parecia tão distante quanto Nova York. Eles fazem dois shows grátis em um mesmo fim de semana, mas o primeiro bate com a viagem a Philadelphia. O único disco deles que eu realmente gosto é o Last Splash, então o show pode acabar sendo um fiasco (um fiasco grátis, é bom lembrar). Ainda assim, poucas possibilidades me parecem tão imperdíveis quanto ouvir “Divine Hammer”, “Driving on 9” ou “Cannonball” em uma tarde de verão em Nova York.
· The Loved Ones – projeto atual de um ex-Kid Dynamite, seguramente a melhor banda de hardcore dos últimos 20 anos. O primeiro disco deles é bacana, e todos dizem que eu iria adorar o segundo. Eles abrem pro HWM e pro Hold Steady, então devo vê-los duas vezes. De qualquer maneira, é a única banda de abertura que parece digna de menção.
Possíveis adições:
· Alkaline Trio – tenho bastante vontade de vê-los ao vivo, mas os dois shows que batem na minha agenda já estão esgotados. Caso a Ticketmaster coloque outro lote à venda, ou eu consiga comprar um ingresso por um preço razoável, entram pra lista.
· Mighty Mighty Bosstones - embora eles não lancem um disco bom desde o essencial Let’s Face It, é um show que eu tenho muita vontade de ver. Ainda não comprei ingresso, mas eles tocam em Nova Jersey, no mesmo dia dos Breeders em NY, com os Dropkick Murphys – banda que me dá medo, mas que o Bruce gosta. Se a logística não parecer inviável, vai rolar.
· Vaselines – tocam duas vezes em Nova York. Nem sabia que a banda tinha voltado à ativa, e sei menos ainda o que esperar desses shows.
· St. Vincent – Marry Me é um disco bem interessante, e a moça faz um show grátis no mesmo dia do Vaselines. Tem tudo para virar um belo programa duplo.
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· Brian Wilson – o ingresso é caríssimo ($125 o mais barato) e tenho quase certeza que sua atual presença seria mais fonte de depressão do que de saudável lembrança dos anos passados. É verdade que acho o sujeito um dos maiores gênios da história da música pop, mas é mais verdade ainda que aquele gênio muito pouco tem a ver com o homem que estará no palco, soterrando por uma monstruosa banda de apoio.
· Chuck Raggan – show solo de um dos vocalistas do Hot Water Music. Não sei. Mesmo.
· Bloc Party – não conheço bem, mas eles fazem dois shows em noites vazias em LA. Se alguém pilhar, acabo vendo.
· Less Than Jake / Goldfinger – esse aí só será levado em consideração se a insanidade das férias chegar a um nível tal que, no aconchego do meu apartamento, me é inconcebível. Já vi o LTJ aqui no Rio, e o Goldfinger não lança nada que preste há uns 10 anos. Se eles fossem tocar toda a primeira metade do Hang Ups, eu iria na hora, mesmo que só por consideração à adolescência. Como a chance de isso rolar é ínfima, a chance de eu ir não é nada maior.
Fora isso tem um show grátis do Sonic Youth (mas com reservas já esgotadas) no dia em que eu chego, Beach Boys (quem serão?), Zombies (e esses, então?), Shelby Lynne no mesmo dia do STP, Bob Mould, Bruce e Against Me! chegando a Nova York depois de minha partida, Wilco em Agosto, e o desejo de que as férias e o dinheiro durassem só um pouco mais.
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Driving Music
Meus mais sinceros agradecimentos a todos que apareceram no primeiro show do Driving Music, na adorável cidade de Juiz de Fora. A experiência não foi traumática o suficiente para sufocar o desejo de repeti-la, e estou tentando marcar uma edição carioca para a minha volta de férias. As músicas tocadas no show estão na comunidade do Driving Music no Orkut – em tópico que já rendeu comentários, err, interessantes.
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Cinética
Revista atualizada com textos meus sobre Fim dos Tempos – mais um belíssimo filme de M. Night Shyamalan – e a simpática surpresa Quando Estou Amando, de Xavier Giannoli.
quarta-feira, junho 18, 2008
Postado por Fábio Andrade às 3:03 PM
Primeiro show do Driving Music
Há muito venho considerando uma volta aos palcos. Lá se vão dois anos e um par de meses do último show do Invisibles e, embora as gravações do Driving Music tenham sido extremamente gratificantes, a vontade de encarar pessoas mais ou menos estranhas por meia hora e cantar um punhado de canções para elas vinha crescendo com o tempo. Até que rolou o convite para tocar na festa de lançamento da revista S+S+A, na adorável cidade de Juiz de Fora. De todas as paradas que o Invisibles fez por aí, foi sempre em Juiz de Fora que encontramos as pessoas mais generosas, os sorrisos mais abertos. Para completar, depois descobri que as irmãs da Clarissa já moraram na casa onde hoje funciona o lugar do show. Tamanho encontro de a favores foi fazendo o convite parecer cada vez mais irrecusável, então cá estamos: o primeiro show do Driving Music acontece por lá no próximo sábado, dia 21.
A indagação natural vem logo em seguida: como fazer show se eu sequer tenho uma banda? Bom, de fato, banda eu não tenho. Mas tenho um violão, dois dedos de piadas guardadas no bolso e uma inabalável cara de pau. Farei um set de aproximadamente meia hora, tocando versões acústicas de canções do Driving Music, algumas do Invisibles, e uma ou outra cover para temperar o ambiente. Tem tudo pra ser uma noite divertida. Na pior, o clima da cidade é ótimo e a cerveja é barata. Se eu não conseguir fazer nada para ajudar, essas duas coisas sustentam qualquer noite boa no meu caderninho. É isso. Seria um prazer inenarrável tê-los por lá.
Serviço:
No próximo sábado, venha prestigiar a festa de lançamento da revista S+S+A!
Quando: 21/06/08 - às 23hs.
Onde: Café Acústico, Av. dos Andradas, 197 - 2°piso - Centro.
Juiz de Fora - MG
Entrada + Revista: 10 reais [com flyer, 7!]
Cervejas Brahma/Skol 600ml à 3,50. ;)
Driving Music [Acústico] +
Dj's Monster Family: Danni Boy, Monstro e Claire. [Soul/Funk Rockabilly/Ska Rock'n'Roll]
sábado, maio 03, 2008
Postado por Fábio Andrade às 1:06 AM
Show de carisma
Mais Driving Music: o site Valepunk me convidou para participar da seção "8 por 1". São 8 perguntas sobre música, sempre iguais, respondidas por personalidades microscópicas como eu. Tentei dar respostas interessantes/divertidas pra que, ao fim, o leitor não pedisse seus 3 minutos de vida de volta. Para ter certeza que eu falhei, basta dar uma olhada na entrevista.
Meus mais sinceros agradecimentos ao Valepunk pela entrevista, e por terem dito que o Driving Music é fantástico. Esse torrãozinho de açúcar será suficiente para me alimentar por mais uma semana.
quinta-feira, maio 01, 2008
Postado por Fábio Andrade às 2:43 AM
If you don't like my fuckin' music get your own fuckin' cab!
No último domingo, foi ao ar a edição do programa Aleatório, da Multhishow FM, que recebeu vosso querido dono-de-casa como convidado. Além de escolher todas as músicas do dia, ainda gravei performances acústicas de 3 das 5 canções da primeira demo do Driving Music.
Você pode, deve e vai ouvir o programa no site da Multishow FM. Agora!
sábado, março 15, 2008
Postado por Fábio Andrade às 1:27 AM
Break
* Mais impressionante do que ver um dos melhores filmes dos últimos anos sair no Brasil direto em DVD, só encontrá-lo já sendo vendido por 9 reais na Americanas. Exilados (2006) marcou meu primeiro encontro com o cinema de Johnnie To, em uma exibição tapa-buraco do Festival do Rio daquele ano, recomendada na última hora pelo Juliano. À época, sequer sabia estar diante da conclusão de uma trilogia iniciada em 2005 com Eleição, e seguida no ano seguinte com Eleição 2 (todos hoje já disponíveis em DVD no Brasil). Pouco importou: logo nos primeiros minutos ficou claro que o trabalho de To - nesse filme, em especial - me arrebataria por sua capacidade de criar imagens absolutamente pregnantes, de recompor o quadro mesmo quando tudo parece ter virado vapor, de reconfigurar visualmente um universo (os filmes de máfia) já triturado pelas revoluções recentes de John Woo e Takeshi Kitano.
Revendo Exilados em DVD, as impressões se intensificavam à medida que eu percebia ter - naquele único contato com o filme, dois anos antes - memorizado sua cadência, sua construção visual, o sangue em pó que enevoa as sequências noturnas, toda a distensão temporal dos plongés do primeiro duelo. Embora pese levemente nos pretos, a cópia em DVD faz as devidas honras à milimétrica composição em scope do filme (em um bom transfer anamórfico) e ao banho de cores da fotografia ultra-estilizada de Cheng Siu Keung. Exilados é mais que um filme essencial; é, provavelmente, o Era Uma Vez no Oeste da nossa geração.
* A Cinética está com edição nova e recheadíssima no ar. Além de uma enxurrada de críticas dos filmes em cartaz, a revista traz uma primeira pauta conjunta pensando os caminhos do cinema norte-americano nos primeiros meses de 2008. Assino crítica sobre Juno e um ensaio sobre a presença das cores nos filmes de Tim Burton.
* A revista eletrônica norte-americana Mammoth Press publicou uma generosíssima resenha da demo do meu Driving Music. Estou boiando em meu próprio orgulho.
domingo, outubro 21, 2007
Postado por Fábio Andrade às 1:51 AM
Uma pequena revisão
1- Ontem acordei com "Here we go", do Shelter, na cabeça. Creepy.
2- No fotolog do Driving Music comecei a publicar uma série de fotos que eu e Clarissa temos produzido a partir das letras das canções da demo. Cada verso ganha uma transcriação visual livre, e a cada dia (ou quase) uma delas é publicada. A experiência tem sido bastante
estimulante, e acho que coisas bacanas podem sair dali. Fiquem de olho. Se quiserem, claro.
3- Se as listas de fim de ano servem para alguma coisa, é para sofrerem constantes revisões. Embora ainda esteja de acordo com os filmes que escolhi (e continue sem ter visto coisas essencias que poderiam acabar por ali), estou sempre (re)descobrindo discos que mereciam ter figurado entre os melhores de 2006. Seguem cinco razões pelas quais meu top 10 deveria ter sido, na verdade, um top 15.
Josh Rouse - Subtítulo
Há alguns meses recebi um email de meu amigo Jorgim me recomendando o disco Nashville, de um sujeito chamado Josh Rouse. "Ele canta sobre ruas, postes... todos os seus temas", dizia Jorgim. Nada longe da verdade. De lá pra cá, mergulhei na discografia de Rouse a ponto de
coloca-lo no topo de minha parada do Last.FM (passando Wilco, Feist, Bruce Springsteen, Ryan Adams e todos os meus outros favoritos). Embora Rouse, como Ben Lee, às vezes pareça meio retardado em sua entrega incondicional à pureza ("Life", que fecha Nashville, é um bom exemplo), ele é compositor mais consistente que qualquer um dos Bens, e seus discos são agradáveis como poucos nos dias de hoje. Nashville continua sua obra-prima, mas Subtítulo talvez seja seu segundo melhor disco. Se o email de Jorgim houvesse despertado meu interesse poucos meses antes, canções como "The man who doesn't know how to smile", "Summertime", "His majesty rides" e "Givin' it up" não só garantiriam um lugar de Rouse entre os melhores do ano; o colocariam, de fato, bem perto do trono.
Amy Winehouse - Back to black
Às vezes o hype faz algum sentido. Ninguém aguenta mais essa cafonice de reabilitação, de dente caindo e de dar idéia pra Pitty pôr laquê no cabelo e gravar disco de jazz; o que importa é que, ao contrário de Frank (que acho fraco, fraco), Black to Black tem músicas boas pra caramba, e que o timbre de Amy Winehouse deu uma necessária arejada na música pop atual. Mas quando alguém lança disco em dezembro, a culpa da ausência deixa de ser de quem faz a lista e passa para quem não se programou para conseguir lugar nela em tempo.
Maritime - We, the vehicles
Gosto muito de Glass Floor, primeiro disco da banda formada por Davey von Bohlen após o fim do Promise Ring (banda que, a meu ver, só se tornou merecedora da adoração que sempre lhe perseguiu com o belíssimo, e subestimado, disco final, Wood/Water). Quando ouvi We, the vehicles achei que algo se perdera na mudança de rumo de quase-Belle & Sebastian para quase-Coldplay. Deixei o disco de lado por um bom tempo e, quando voltei a ele, a aproximação com Coldplay me pareceu completamente amalucada, e percebi, ali, um disco até melhor que Glass Floor. We, the vehicles é menos afetado, tem cara mais própria e, o que importa, traz canções melhores. Como eles prometem um disco novo ainda para 2007, sigo com chance de me redimir. Isso, claro, se não achar que ele mais parece ser o disco novo do Coldplay.
I'm from Barcelona - Let me introduce my friends
Cheguei a mencionar o disco do I'm from Barcelona quando escrevi sobre o Belle & Sebastian. Faltou, porém, tempo para o disco assentar. Let me introduce my friends é divertidíssimo de se ouvir e começa com uma sequência de fôlego impressionante ("Oversleeping", "Collection of Stamps", "We're from Barcelona" e "Treehouse"). Além disso tem muito, muito glockenspil, tecladinhos, cornetas e tudo de mais bacana que o rock às vezes deixa de lado. Como na minha cabeça existe a categoria "banda de galerão" (que inclui o próprio Belle & Sebastian, Broken Social Scene, Arcade Fire, Lambchop, Polyphonice Spree, etc), é justo dizer que o I'm from Barcelona é quem melhor se saiu nesse nicho. Não só por compor ótimas canções, mas, principalmente, por conseguir manter 29 pessoas em uma banda, e fazer isso parecer apenas parcialmente ridiculo.
Josh Ritter - The Animal Years
Se Ben Kweller me fez prestar maior atenção em outros Bens, é hora de Josh Rouse atrair olhos para sua classe. Josh Ritter não está muito distante dessa leva de singer/songwriters que tanto me agrada; parece, porém, gostar mais de Wilco e Bob Dylan que qualquer um deles, e, com isso, foge dos momentos meio constrangedores que pontuam as carreiras de seus colegas. Se ele nunca erra totalmente o alvo (e o último disco do Ben Lee é um bom manual de como se atirar no próprio pé e condenar boas canções errando a mira em um verso), as letras de Ritter caminham em terreno seguro demais para grandes tacadas. Ainda assim, The Animal Years é um dos melhores discos de country/folk lançado nos últimos anos, e canções como "Wolves", "Girl in the war" e "Lillian, Egypt" colocam Ritter entre os compositores atuais que merecem acompanhamento dos mais entusiasmados.
sexta-feira, setembro 21, 2007
Postado por Fábio Andrade às 11:31 AM
Nasce um fantasma
Passei o último meio ano tentando fazer uma idéia ganhar vida. Aos poucos ela começa a dar os primeiros passos – já equilibrados o suficiente para permitirem um aperto de mãos e um sorriso de satisfação por conhece-los – e chega a hora de solta-las no mundo. Apresento-vos, portanto, o Driving Music.
Quando demos fim ao Invisibles, abracei o encerramento com a possibilidade de começar algo novo, solto de todas as amarras que faziam de minha antiga banda uma experiência menos prazerosa. Decidi gravar minhas primeiras novas canções sozinho, em casa, utilizando tudo aquilo que a tecnologia, e certa falta de respeito pelos direitos de propriedade alheios, me proporcionavam. Desenhei as bases de bateria no Reason Sound Factory e gravei todo o resto em casa, no meu PC. Essas cinco primeiras canções se tornaram a demo de estréia do Driving Music, que – como não poderia deixar de ser – disponibilizo para download gratuito em todos os sites do gênero que consegui achar.
Essas canções já estão prontas há um tempo – um par de meses, diria – mas, como os anos de cabeçadas no Invisibles bem me ensinaram, decidi mantê-las em casa até que a varanda parecesse arrumada. Chega, hoje, o dia de elas, enfim, debutarem.
O corte do cordão umbilical é marcado pela inauguração de Driving-music.com. Site – como todo o resto relacionado à banda – feito em casa, montado a partir do belo design feito pela minha Clarissa (que, como de praxe, é também autora das fotos). No site você encontra links para tudo que existe na rede relacionado ao Driving Music (este blog, inclusive), e as cinco canções para download.
Com toda a sinceridade do mundo, espero que gostem das canções. Escrevi-as com esse propósito, e, por isso, o fracasso seria de cortar o coração. Ainda assim, acredito que nunca estive tão preparado para a rejeição; se sentirem vontade de manifesta-la, não será menos bem-vinda. Sempre almejei chegar naquele estágio em que simplesmente se produz o que se sente, fazendo com que as reações a essa produção não sejam exatamente insignificantes (nunca fui a favor do autismo artístico), mas sejam localizadas no tempo com a certeza de quem abraçou seu passado da forma mais honesta e voluntária possível. Acredito que ainda não tenha alcançado essa plenitude mas, ao mesmo tempo, certamente nunca estive tão perto dela. Parece bom o suficiente para mim.
Então, cá está. Ofereço-lhes meu coração. Não aceitar é imperdoável desfeita.
* * *
Começa hoje, para mim, o Festival do Rio. Como nos últimos anos, o trabalho me tira das sessões diurnas e me faz abandonar filmes que gostaria de ver, em privilégio de outros que considero essenciais. A lista a seguir traz a minha possível programação, deixando margens para ocasionais adições e mudanças. O critério, portanto, foi conciliar o máximo das coisas que quero ver com os horários em que posso vê-las. Além disso, alguns filmes que estariam nessa lista (os novos de Rivette e Lumet, por exemplo) ainda não têm horário no site do festival.
Ainda não sei como vai ficar a rotina do blog durante o festival, já que a maior parte do meu tempo livre será transferida para as salas de cinema. Tenho o desejo de escrever coisas, embora uma cobertura de todos os filmes abaixo me pareça inviável. Veremos. Aceito sugestões, recomendações e companhia para as sessões.
21/09 - Sexta - Síndromes e um século (Apichatpong Weerasethakul) - Estação Ipanema 2 - 22hs
22/09 - Sábado - O Expresso Tarjeeling (Wes Anderson) - Downtown 1 - 16:30 hs
23/09 - Domingo - Belle Toujours (Manoel de Oliveira) - Estação Botafogo 1 - 14hs
23/09 - Domingo - A prova de morte (Quentin Tarantino) - Roxy 2 - 19 hs
24/09 - Segunda - Floresta dos lamentos (Naomi Kawase) - Laura Alvim 1 - 19:50 hs
24/09 - Segunda - Silenciosa Luz (Carlos Reygadas) - Laura Alvim 1 - 21:40 hs
25/09 - Terça - O estado do mundo (Chantal Akerman, Apichatpong Weerasethakul, Vicente Ferraz, Ayisha Abraham, Bing Wang, Pedro Costa) - Espaço de Cinema 1 - 19hs
26/09 - Quarta - Eu não quero dormir sozinho (Tsai Ming-liang) - Estação Botafogo 1 - 21:45hs
27/09 - Quinta - As testemunhas (André Techiné) - Estação Ipanema - 19:45 hs
28/09 - Sexta - Cristóvão Colombo (Manoel de Oliveira) - Estação Botafogo 1 - 20hs
28/09 - Sexta - Nascido e criado (Pablo Trapero) - São Luiz - 21:30 hs
29/09 - Sábado - Uma velha amante (Catherine Breillat) - Barra Point 2 - 16:15 hs
29/09 - Sábado - Mulher na praia (Hong Sang-soo) - Barra Point 1 - 18:45 hs
30/09 - Domingo - Go Go Tales (Abel Ferrara) - Barra Point - 14:30 hs
30/09 - Domingo - Império dos sonhos (David Lynch) - Ipanema 2 - 22hs
01/10 - Segunda - 4 meses, 3 semanas, 2 dias (Cristian Mungiu) - Palácio 1 - 21:15 hs
03/10 - Quarta - O casamento de Tuya (Wang Quan’an) - Estação Ipanema 2 - 20:30 hs
03/10 - Quarta - Lady Chatterley - (Pascale Ferran) - Estação Ipanema 2 - 22:30 hs
04/10 - Quinta - I'm not there (Todd Haynes) - Estação Ipanema 2 - 22:15 hs


